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Controle de ponto pra assistência técnica e instaladora elétrica: OS, rota e plantão

por Equipe PontoBarato · 13 de outubro de 2026

Como registrar o ponto de técnico de assistência técnica e eletricista em campo: OS que estoura, almoço na rua, deslocamento, chamado noturno e plantão. Planos a partir de R$ 5/mês.

Resposta rápida

Técnico de assistência técnica e eletricista de instaladora que trabalham com agenda de ordens de serviço (OS) e celular no bolso, na maioria dos casos, têm jornada controlável. A dispensa de ponto para trabalho externo (CLT, Art. 62, I) só vale quando a atividade é incompatível com horário fixo, e essa condição precisa estar anotada na carteira de trabalho e no registro de empregados. No dia a dia, registre entrada, intervalo e saída do técnico, mais o retorno quando ele volta para um chamado depois do expediente. A OS continua no seu sistema de serviço. O ponto mede a jornada, e é dele que saem hora extra, adicional noturno e descanso entre jornadas. O PontoBarato faz isso pelo navegador do celular, sem app, com GPS na batida e relatórios CSV/PDF para o contador. Planos públicos a partir de R$ 5/mês, 15 dias grátis sem cartão.


Na instaladora elétrica, na assistência técnica de eletrodomésticos ou na empresa de hidráulica, a equipe quase não para na base. O técnico sai cedo, faz três ou quatro atendimentos, almoça no carro entre um cliente e outro e volta quando a última OS fecha. Às vezes não volta: vai direto para casa. Quando o ponto fica no caderno da base, o mês fecha com horário "de cabeça", e a hora extra de quem estourou a agenda some ou vira discussão.

Este guia é para o dono de empresa pequena de serviço técnico, com poucos funcionários em campo. As regras gerais de equipe externa estão no guia de ponto para equipe externa. Aqui o foco é a rotina de quem trabalha com OS, rota e plantão.

Técnico externo precisa bater ponto?

Três regras da CLT respondem quase todos os casos:

  • Art. 74, §2º: com mais de 20 trabalhadores no estabelecimento, o registro de entrada e saída é obrigatório.
  • Art. 74, §3º: quando o trabalho é feito fora do estabelecimento, o horário fica em registro manual, mecânico ou eletrônico em poder do empregado. Para o técnico, esse registro pode ser o celular.
  • Art. 62, I: fica fora do controle de jornada só quem exerce atividade externa incompatível com a fixação de horário, com a condição anotada na carteira e no registro de empregados.

A instaladora com agenda de OS, horário de saída da base e técnico que manda foto do serviço pelo celular dificilmente consegue sustentar que o horário é impossível de controlar. Abaixo de 20 funcionários, a lei não obriga o registro formal, mas sem ele você não tem como mostrar a jornada real quando um ex-funcionário pede hora extra. Confira também a convenção coletiva da sua categoria, que pode trazer regra própria.

Onde o ponto da equipe técnica costuma falhar

  1. A OS que estoura. O serviço previsto para uma hora leva três, e o técnico chega no último cliente já fora do horário. Sem batida de saída real, as horas a mais ficam sem registro.
  2. Almoço no carro. O intervalo vira "come um lanche entre um cliente e outro". Acima de 6 horas de trabalho contínuo, a CLT (Art. 71) pede no mínimo 1 hora de intervalo; entre 4 e 6 horas, 15 minutos. Sem saída e retorno marcados, você não consegue provar que o intervalo aconteceu.
  3. Deslocamento entre clientes. O tempo que o técnico gasta indo da base até o cliente ou de um cliente para outro, durante o expediente, é tempo em que ele está cumprindo ordem sua (Art. 4º). Já o trajeto de casa até o posto de trabalho e a volta não entram na jornada (Art. 58, §2º). O caso do técnico que sai de casa direto para o primeiro cliente tem nuances: veja Tempo de deslocamento conta como jornada? e combine com o contador onde a jornada começa.
  4. Chamado de emergência à noite. O técnico atende uma queda de energia às 22h30 e volta às 7h30 do dia seguinte como se nada tivesse acontecido.
  5. Plantão sem regra escrita. "Fica com o celular ligado no fim de semana" sem escala, sem horário e sem combinação de pagamento.

Exemplo 1: o dia em que a agenda estourou

Contrato de 8 horas por dia de segunda a sexta e 4 horas no sábado (44 horas na semana).

  • 07:30 entrada na base
  • 12:15 saída para o intervalo
  • 13:15 retorno
  • 18:45 saída, depois da última OS

Da entrada à saída são 11h15. Tirando 1 hora de intervalo, sobram 10h15 trabalhadas, ou seja, 2h15 a mais que o contrato. A CLT (Art. 59) limita a hora extra a 2 horas por dia, com acréscimo mínimo de 50%. As 2h15 continuam devidas; o que muda é que a empresa passou do limite legal naquele dia. Quando esse padrão se repete, o problema está na agenda: menos OS por técnico, ou OS longa marcada para o começo do dia.

Exemplo 2: chamado à noite e o descanso de 11 horas

O mesmo técnico saiu às 18h45, foi chamado para uma emergência e trabalhou das 22:30 à 00:10.

  • Adicional noturno: trabalho entre 22h e 5h tem acréscimo de pelo menos 20%, e a hora noturna conta como 52 minutos e 30 segundos (Art. 73). Os 100 minutos de relógio viram cerca de 1h54 em horas noturnas. Detalhes do cálculo em Como calcular hora extra com adicional noturno.
  • Descanso entre jornadas: a CLT (Art. 66) exige 11 horas consecutivas de descanso entre uma jornada e outra. Se ele saiu à 00:10, só pode voltar a partir das 11:10. Escalar o técnico às 7h30 no dia seguinte quebra essa regra.

No ponto, o chamado entra como uma nova entrada e saída no mesmo dia. Com a batida registrada, o sistema mostra o horário real e você ajusta a escala do dia seguinte antes de mandar o técnico para a rua.

Plantão e sobreaviso

Ficar em casa com o celular ligado, esperando chamado, tem regra própria. A CLT define o sobreaviso no Art. 244, §2º (escrito para ferroviários), com as horas pagas a 1/3 do salário normal. Quando o chamado vem e o técnico sai para atender, o tempo de atendimento é jornada e entra no ponto. Antes de criar plantão, escreva a escala, o horário e a forma de pagamento, e leia Como funciona o sobreaviso na CLT. Se o plantão cai em domingo ou folga, veja também Trabalho em dia de folga gera hora extra?.

Para o eletricista, existe ainda o adicional de periculosidade de 30% para quem tem exposição permanente a energia elétrica (Art. 193, I e §1º), conforme a regulamentação do Ministério do Trabalho. Isso não depende do ponto, mas entra na mesma folha. Confirme com o contador e com o laudo técnico quem da equipe tem direito.

Ponto e OS: cada um no seu lugar

Pedir para o técnico bater ponto a cada OS enche o relatório de marcações e não ajuda ninguém. A divisão que funciona:

  • No ponto: entrada, início e fim do intervalo, saída e, se houver, entrada e saída do chamado extra.
  • Na OS: cliente, endereço, serviço feito, material e horário do atendimento.

Assim o ponto fecha a jornada e a folha, e a OS fecha o serviço e a cobrança. Se alguém questionar uma hora extra, você cruza os dois.

Como configurar no PontoBarato

  • Link único por técnico. Cada funcionário abre o ponto no navegador do celular, em Android ou iPhone, sem baixar app. Se o técnico usa o celular pessoal, leia antes Ponto no celular pessoal do funcionário CLT.
  • GPS na batida. O sistema registra onde o técnico bateu o ponto, dentro de um raio que você define, e só no momento da batida, sem acompanhar a rota o dia inteiro. Você liga ou desliga o GPS por empresa ou por funcionário. Explique isso para a equipe; as regras de privacidade estão em GPS no ponto eletrônico é legal pela LGPD?.
  • Tablet na base. Para quem entra e sai pela base, um tablet compartilhado com PIN resolve a batida. Dá para misturar: ajudante bate no tablet, técnico de rota bate no celular.
  • Escala por funcionário. 5x2, 6x1, 12x36, escala livre ou jornada parcial, com horário de almoço, tolerância de atraso e folgas.
  • Banco de horas e extras. O saldo de horas é calculado automaticamente, e o sistema estima horas extras 50% e 100%, adicional noturno e hora extra noturna a partir das batidas. Se a empresa usa banco de horas, as regras estão em Banco de horas: o que a CLT permite.
  • Alertas por notificação push. Você vê no painel quem bateu, quem atrasou e quem esqueceu de bater, e recebe push quando algo precisa de atenção.
  • Ajustes com auditoria. Toda alteração de batida fica registrada com motivo e responsável.
  • Relatórios CSV e PDF. Faltas, atrasos, horas extras, banco de horas e inconsistências do mês, prontos para o contador.

Planos públicos: Solo R$ 5/mês (1 funcionário), Equipe 5 R$ 20/mês (até 5) e Equipe 20 R$ 50/mês (até 20), todos com os mesmos recursos. A selfie antifraude é opcional, por R$ 2/mês por funcionário com selfie ativada. Ainda não somos REP-P certificado; se a sua empresa precisa de REP-P, confira o que isso significa em O que é REP-P e o PontoBarato se encaixa?.

Veja também as páginas de ponto eletrônico para assistência técnica e de ponto eletrônico para empresas de elétrica.

Política interna curta (copie e adapte)

  1. Todo técnico CLT bate ponto na entrada, no início e no fim do intervalo e na saída, esteja na base ou no cliente.
  2. Chamado fora do horário só com autorização do responsável, e o técnico registra entrada e saída do atendimento.
  3. Depois de um chamado noturno, o início do dia seguinte respeita 11 horas de descanso.
  4. O intervalo de almoço é de 1 hora e fica marcado no ponto, mesmo quando é feito na rua.
  5. Plantão só com escala escrita, publicada antes do mês começar.
  6. Ajuste de batida só com motivo e aprovação em até 24 horas.

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Checklist de implantação em uma tarde

  1. Liste quem é CLT e o que cada um faz: técnico de rota, ajudante, quem fica na base.
  2. Cadastre a escala real de cada um, incluindo o sábado.
  3. Decida quem bate no celular e quem bate no tablet da base.
  4. Defina o raio do GPS e explique para a equipe como ele funciona.
  5. Escreva a regra de chamado fora do horário e de plantão.
  6. Faça uma batida de teste na base e outra no endereço de um cliente.
  7. Combine com o contador o formato do fechamento (CSV ou PDF).

O passo a passo do primeiro dia está em Teste grátis 15 dias: o que configurar no dia 1.

Perguntas frequentes

Posso deixar o técnico externo sem controle de ponto?

Só se a atividade for incompatível com a fixação de horário e essa condição estiver anotada na carteira de trabalho e no registro de empregados (Art. 62, I). Técnico com agenda de OS e horário de saída da base costuma ter jornada controlável.

O tempo entre um cliente e outro conta como jornada?

Durante o expediente, o deslocamento a serviço da empresa é tempo à disposição (Art. 4º). O trajeto de casa ao trabalho e a volta não contam (Art. 58, §2º). Para o técnico que sai de casa direto para o cliente, combine a regra por escrito e confirme com o contador.

Chamado de emergência à noite vira hora extra?

O tempo de atendimento entra na jornada do dia. O que passar da jornada contratual é hora extra, e o que acontecer entre 22h e 5h tem adicional noturno. Depois do chamado, o técnico precisa de 11 horas de descanso antes de voltar.

O técnico precisa instalar algum app?

Não. O PontoBarato abre no navegador do celular por um link único de cada funcionário. Dá para adicionar um atalho na tela inicial.

O PontoBarato é REP-P certificado?

Ainda não somos REP-P certificado. O produto cobre registro pelo celular ou tablet, GPS na batida, ajustes com auditoria e relatórios para o contador. Mais detalhes em O que é REP-P e o PontoBarato se encaixa?.

Próximo passo

Cadastre hoje a escala dos técnicos, mande o link de ponto para cada um e rode os 15 dias de teste com a agenda real de OS. Grátis pra começar, sem cartão.

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